O Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) alcançou uma marca histórica: 300 mil perfis genéticos cadastrados. O número representa um importante avanço para a ciência forense e para o fortalecimento das investigações criminais e da segurança pública no Brasil.
O resultado também é fruto do trabalho realizado diariamente pelos Peritos Criminais que atuam nos laboratórios de genética forense de diferentes unidades da Federação. Em Mato Grosso do Sul, esses profissionais contribuem para a produção e análise de perfis genéticos que integram a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), ampliando a capacidade de cruzamento de informações e de identificação de vínculos genéticos.
Até 1º de setembro de 2026, Mato Grosso do Sul contabilizava 6.024 perfis genéticos cadastrados na RIBPG. Desse total, 4.584 são de condenados e 945 foram obtidos a partir de vestígios de ocorrências.
Para o presidente do SINPOF/MS, Francisco Orlando de Almeida, a marca evidencia a importância da atuação dos peritos criminais e da ciência aplicada à segurança pública. “Alcançar 300 mil perfis genéticos é uma conquista que demonstra a força do trabalho técnico e científico desenvolvido pelos Peritos Criminais em todo o país. Cada perfil inserido no banco representa uma possibilidade a mais de esclarecer um crime, identificar uma pessoa desaparecida ou estabelecer uma conexão que pode contribuir para a Justiça. É um trabalho que muitas vezes acontece nos laboratórios, longe dos olhos da sociedade, mas que tem impacto direto na segurança e na garantia de Justiça”, destaca Francisco Orlando.
Mais do que um dado estatístico, o marco reflete o impacto direto do trabalho desenvolvido pela RIBPG. Os perfis armazenados no sistema podem contribuir para a elucidação de investigações, a identificação de pessoas desaparecidas e a produção de provas que auxiliam a Justiça.
A atuação integrada dos laboratórios de genética forense amplia a capacidade de comparação de perfis e fortalece a cooperação entre os órgãos de segurança pública. Para o SINPOF/MS, o avanço também reforça a necessidade de investimentos contínuos em tecnologia, estrutura laboratorial e qualificação profissional. “O trabalho dos Peritos Criminais tem papel fundamental para que a ciência esteja cada vez mais presente na investigação e na resposta do Estado à sociedade”, completa o presidente do sindicato.
Por Ascom Sinpof-MS
Foto: Divulgação PCi-MS