Por trás de uma investigação criminal existe um trabalho que muitas vezes não aparece, mas é fundamental para a Justiça: o trabalho dos peritos criminais e peritos médicos legistas. Em Mato Grosso do Sul, esses profissionais atuam em diferentes áreas e precisam de formação acadêmica específica para analisar os mais diversos tipos de vestígios e produzir laudos confiáveis.
A diversidade dos crimes exige conhecimentos igualmente diversos. Peritos criminais podem ter formação em Química, Biologia, Bioquímica, Farmácia, Física, Engenharias, Ciências Contábeis, entre outras áreas. São profissionais que atuam em exames de DNA, identificação de substâncias ilícitas, toxicologia, análise de locais de crime, documentos, acidentes, incêndios, crimes ambientais e fraudes.
Essa especialização é indispensável. Não é qualquer graduação que prepara um profissional para realizar um exame pericial. Cada área exige conhecimentos científicos específicos, domínio de técnicas e equipamentos, além de treinamento e atualização permanente. O resultado desse trabalho é transformado em laudos que podem ser utilizados como prova em processos judiciais. Somente em 2025 foram analisadas 370. 862 amostras, sendo 22.136 nas áreas de química e toxicologia e em 2026, esse número já está em 11.582 nas mesmas áreas.
Da mesma forma, os peritos médico-legistas precisam ser formados em Medicina. São eles que aplicam conhecimentos médicos à investigação de mortes, lesões e outros fatos de interesse da Justiça. A formação médica é essencial para garantir a qualidade e a segurança dos exames realizados.
Outro diferencial da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul é o alto nível de qualificação de seus profissionais. Muitos peritos possuem especializações, mestrado e doutorado e mantêm uma relação próxima com universidades e centros de pesquisa, contribuindo para o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias na área forense.
Essa qualificação já colocou a perícia sul-mato-grossense em destaque nacional e internacional. A Divisão de Química e Toxicologia, por exemplo, alcançou 100% de acerto por quatro ciclos consecutivos, entre 2023 e 2026, em um programa internacional de proficiência do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Recentemente, identificaram a dipentilona em pó, uma droga sintética até então comercializada em comprimido, que passou a integrar o boletim da UNODC, dando à descoberta alcance internacional
O perito não acusa, não condena e não absolve. Seu papel é analisar os vestígios com imparcialidade e rigor científico e apresentar à Justiça aquilo que a ciência permite concluir.
Valorizar a perícia oficial é valorizar a própria Justiça. Em Mato Grosso do Sul, profissionais altamente especializados transformam conhecimento científico em evidências capazes de ajudar a esclarecer crimes e garantir decisões judiciais mais seguras e fundamentadas.
Por: Sinpof/MS