A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi/MS) ganhou mais uma vez projeção nacional após a identificação da dipentilona em pó, uma droga sintética até então comercializada em comprimido, que foi analisada pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), em um trabalho que demonstra a capacidade técnica e científica dos peritos criminais diante do surgimento de novas substâncias no mercado ilícito de drogas.
Após a ampla repercussão nos meios de comunicação regionais, a descoberta ganhou destaque nacional nesta quarta-feira (12), durante o Jornal Hoje, da Rede Globo, ampliando a visibilidade do trabalho desenvolvido pelos profissionais da Polícia Científica de MS.
A identificação da dipentilona não se limitou ao âmbito estadual. O resultado da análise foi comunicado ao Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas, do Ministério da Justiça, mecanismo criado para acompanhar o surgimento e a circulação de novas substâncias psicoativas no país. A informação também passou a integrar o boletim do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), dando à descoberta alcance internacional.


Em entrevista, o perito criminal do IALF, Evandro Pedon, explicou a importância da identificação da substância e do compartilhamento dessas informações com os sistemas nacional e internacional de monitoramento. A atuação dos peritos criminais é fundamental para reconhecer novas drogas, produzir informações científicas sobre seus componentes e contribuir para que os órgãos de segurança e saúde pública possam acompanhar a rápida transformação do mercado de substâncias psicoativas.
O caso evidencia que o trabalho da Polícia Científica vai muito além da análise de vestígios em investigações criminais. A atuação dos laboratórios forenses também tem papel estratégico na identificação de novas ameaças, na produção de conhecimento científico e na integração com redes de monitoramento de drogas no Brasil e no exterior.
A repercussão da identificação da dipentilona reforça, portanto, a excelência técnica da Polícia Científica sul-mato-grossense e demonstra como o conhecimento produzido pelos peritos criminais, altamente qualificados, pode contribuir diretamente para o enfrentamento de um problema que ultrapassa fronteiras e exige cooperação científica e institucional em escala nacional e internacional.
Assista à reportagem abaixo:
Por Sinpof/MS